Dana White não mede palavras. Ele esteve nas finais da NBA. Ele sentou-se na quadra do Super Bowl. Ele assistiu a lutas de boxe de pesos pesados em Las Vegas que deixaram a cidade inteira prendendo a respiração. Segundo o presidente do UFC, nenhum desses eventos se compara.
Nem perto.
O UFC reivindica o trono como a principal organização de Mixed Martial Arts (MMA). É uma afirmação ousada. A história por trás disso é confusa, repleta de experiências de quase morte no final dos anos 90, reinvenções massivas e uma base de fãs que cresceu de curiosos underground para uma legião global.
Então, o que faz isso funcionar?
Como as regras do UFC diferem do boxe e do kickboxing
O UFC organiza, promove e sedia eventos repletos de lutas. Cada luta é uma luta direta entre dois competidores. Superficialmente, parece boxe. Existem rodadas. Há um árbitro. Mas pare aí. É aí que termina a semelhança.
As lutas padrão duram três rounds. Se você está lutando pelo cinturão do campeonato, ganha cinco. Cada rodada dura cinco minutos. Você tem um minuto para descansar, respirar e ouvir seu treinador gritar instruções através da cerca da jaula.
O boxe é limitado. Apenas punhos. Acima do cinto. O UFC joga o livro de regras pela janela – ou melhor, o reescreve completamente.
Os competidores podem usar socos, chutes, cotoveladas e joelhadas. Eles podem executar quedas. Eles podem enviar você até você finalizar. As greves são legais acima e abaixo da cintura, embora com restrições específicas.
Existe um mito persistente de que o UFC inicial era sem restrições (NHB). Esse é um nome impróprio. Mesmo quando o esporte era jovem e selvagem, havia regras. Os atletas tiveram que segui-los.
- Sem arrancar os olhos.
- Sem anzol (usando os dedos para abrir a boca do oponente).
- Sem golpes na virilha.
Não foi uma briga sem lei. Foi um caos estruturado.
O que conta como falta no octógono?
A Comissão Atlética do Estado de Nevada regulamenta o esporte em Nevada. Eles identificam 31 faltas específicas. Quebre essas regras e você será penalizado. Faça isso de maneira ruim e você será desqualificado.
A violência não é a única forma de cometer falta.
Você pode cometer uma falta segurando a cerca para se levantar. Você pode cometer uma falta usando linguagem abusiva dentro do ringue. Fingindo uma lesão? Falta. Deixando cair o bocal de propósito para matar o tempo? Falta.
A comissão também aplica uma política rigorosa em matéria de drogas. Drogas recreativas? Banido. Drogas que melhoram o desempenho? Banido.
Teste positivo antes de uma luta e você não entra na jaula. Você também pode enfrentar outras ações disciplinares. Se você vencer, mas um teste posterior mostrar que você usou substâncias proibidas, a comissão poderá inverter o resultado. Sua vitória se torna sem competição.
É um ambiente de alto risco. As regras são rígidas, o escrutínio é intenso e a margem de erro é pequena.
Na próxima seção, detalharemos o básico de onde essas lutas realmente acontecem e por que o local é importante.
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Por que o octógono do UFC não é apenas uma jaula
Esqueça o ringue de boxe. Aquela tela quadrada com cordas não existe aqui.
As lutas do UFC acontecem dentro do Octógono.
É um gabinete de oito lados. 30 pés de diâmetro. As paredes são cercas, acolchoadas em todas as bordas e cantos para que os lutadores não quebrem o rosto no elo da corrente. Está apertado. Claustrofóbico, até.
O chão? Tela. Pintado personalizado para cada evento específico. Então jogado. Você nunca vê o mesmo tapete duas vezes.
Somente o árbitro e os dois lutadores poderão entrar quando o cronômetro estiver correndo.
Essa é a regra. Estrito.
Entre as rodadas, os portões se abrem. Os homens da esquina entram correndo. Eles não estão apenas torcendo. Eles estão dando conselhos estratégicos, empacotando cortes, tentando estancar o sangramento antes do início da próxima rodada. É uma janela frenética de 60 segundos em um espaço isolado.

Por que a gaiola realmente parece um octógono
Você não pode simplesmente sair do ringue. Os competidores estão estritamente proibidos de deixar o octógono durante uma luta. Eles também não podem tentar arremessar seus oponentes para o lado. Você pode rir da ideia, mas a lenda do UFC Tank Abbott aparentemente tentou jogar Carl Worsham por cima da cerca. Não funcionou. Mas a regra existe por uma razão.
Por que o UFC usa tapete de oito lados? Dana White explicou isso. O conceito original era combinar estilos. Descubra quem ganha. O boxe usa um quadrado. A luta livre usa um círculo. O octógono foi projetado para neutralizar a vantagem de qualquer arte marcial. Os ângulos são mais largos do que os cantos agudos de um ringue de boxe. Os lutadores raramente ficam presos em um canto sem saída. A cerca os mantém dentro. Nada de cair. Nada de jogar fora. É uma estrutura estável. Construído para segurança. E dá aos espectadores uma visão clara.
Matchmaking sem as classificações
Não existe um sistema formal de classificação no UFC. Cada categoria de peso tem um campeão. É isso. Os sistemas de classificação de reivindicações brancas dificultam boas cartas de luta. Eles convidam à corrupção. Em vez disso, a promoção conta com Joe Silva, vice-presidente e casamenteiro. Silva usa suas próprias métricas. Ele analisa estilos e registros. Seu objetivo é a excitação. Não é uma planilha. Quando um lutador prova seu valor, ele ganha uma chance pelo título contra o atual campeão. Simples.
As cinco classes de peso
O UFC reconhece cinco categorias de peso específicas. Os lutadores competem apenas dentro de sua classe. Embora eles possam se mover para cima ou para baixo.
- Leve : 145 a 155 libras
- Peso meio-médio : 155 a 170 libras
- Peso médio : 170 a 185 libras
- Peso meio-pesado : 185 a 205 libras
- Peso Pesado : 205 a 265 libras
Subir de classe geralmente significa ganhar peso. Isso muitas vezes custa velocidade. Descer significa reduzir peso. Isso pode significar perder poder de ataque. É uma troca.
Golpear, agarrar e lutar no chão
As técnicas de luta se enquadram em três categorias. Impressionante. Lutando. Luta terrestre.
Começamos com impressionante.

O dilema da luva fina e regras marcantes
Olhe para essas mãos. Seriamente. Veja as luvas oficiais do UFC. Eles têm de 120 a 180 gramas de couro e esperança. Compare isso com luvas de boxe, que pesam de 8 a 10 onças, dependendo da classe. A diferença é noite e dia.
Golpear no octógono não é só socar. São chutes, joelhadas, cotoveladas. Os lutadores vêm de todos os lugares. Trabalho de pés no boxe. Trabalho de clinch de Muay Thai. Mas aquela luva fina? É tanto uma responsabilidade quanto uma ferramenta. Você sente falta de um soco? Você quebra sua mão. Física simples. É por isso que embrulhar à mão é uma forma de arte. Você tem que se proteger enquanto tenta machucar outra pessoa.
E há linhas que você não pode cruzar. Você não pode dar uma joelhada na cabeça de um oponente no chão. Sem golpes de cotovelo para baixo. Nenhum tiro na nuca. As regras existem para evitar que as pessoas sofram concussões ou fiquem paralisadas por técnicas preguiçosas. Se você está no chão, você está vulnerável. O árbitro observa isso.
Quedas, expansões e a arte do slam
Nem todo mundo quer ficar de pé e bater. Alguns lutadores vivem no tatame. Eles passam os dias praticando luta livre e luta livre.
Uma queda muda toda a luta. Ele força seu oponente ao chão. Como você para com isso? Você ** se espalha **. Você joga seu peso para trás, usa alavancagem e permanece em pé. É feio. É eficaz.
Quando uma queda acontece, pode ser espetacular. Uma batida. Um suplex. A multidão enlouquece. Ou é apenas uma viagem. Alguém perde o equilíbrio, bate na tela. Mesmo resultado.
Grapplers também buscam finalizações. Você pode ser finalizado com golpes, mas na maioria das vezes é um golpe. Uma guilhotina. Um mata-leão. Alguns deles trabalham em pé, mas é no combate terrestre que reside o verdadeiro perigo. Quando você estiver lá, é xadrez. Xadrez lento e brutal.

Jogo de chão e noções básicas de posicionamento
O boxe deixa você em pé. Kickboxing geralmente também. O UFC? Nem tanto. Quando um lutador atinge o tatame, o relógio continua correndo. É aqui que o caos se torna técnico.
Você ganha ground and libra. Golpes de cima. Ou submissões de baixo. A tela não é uma área de descanso; é um campo de batalha. As posições são mais importantes aqui do que em qualquer outro lugar nos esportes de combate. Você ouvirá os comentaristas gritarem guarda, meia guarda, controle lateral e montagem completa. Estas não são apenas palavras da moda. Eles descrevem a geometria.
Tome guarda. O lutador A está de costas. O lutador B está no topo. O Lutador A envolve as pernas em volta dos quadris do Lutador B. Esse é o guarda. É uma gaiola defensiva feita de membros. O lutador B está dentro dele. Encurralado. Por agora. Se o Lutador A conseguir controlar essa postura, eles sobreviverão. Se o Lutador B quebrar, as coisas ficarão feias.
Para vencer no octógono não é preciso ser bom apenas em uma coisa. Você precisa dos três pilares: trocação, luta livre e Jiu-Jitsu brasileiro. A maioria dos caras se especializa. Um cara é um lutador. Outro é atacante. Mas o melhor? Eles têm um conhecimento prático de tudo. Você não pode ignorar o jogo de chão. Você não pode ignorar a queda. Você tem que ser perigoso em todos os lugares.
Como são decididos os vencedores do UFC?
Então a luta termina. Quem leva o cinturão? Ou o contracheque?
Geralmente se resume a três coisas.
- Nocaute (KO) : Um lutador faz o outro dormir. O árbitro intervém. A luta acabou.
- Finalização : Um lutador faz o outro finalizar. Ou desmaia por causa de um estrangulamento. Ref pára.
- Decisão : A luta vai longe. Três ou cinco juízes pontuam cada rodada. Eles decidem quem venceu com base em golpes eficazes, luta eficaz, controle da gaiola e agressão.
Não se trata apenas de quem parecia mais legal. É sobre quem causou mais danos. Quem controlou o ritmo. Quem sobreviveu.
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Como você realmente vence uma luta no UFC?
Batida. Lutar. Sobreviver. Mas como isso termina?
A saída mais limpa é submissão. Você prende alguém em um aperto que dói demais para ser ignorado. Um armlock. Uma trava de tornozelo. Eles batem. Ou eles gritam “Eu desisto!” O verbal conta tanto quanto o toque físico.
Às vezes, um lutador simplesmente não consegue respirar. Um mata-leão corta o sangue ou o ar. Luzes apagadas. Eles não foram atingidos pela inconsciência – eles foram sufocados.
É estranho, certo? Na maioria dos esportes, desistir parece um fracasso. No UFC, é inteligente. É honroso. Você salva seu corpo. Você não é rotulado como alguém que jogou a toalha por fraqueza. Você se submeteu porque a dor ou a falta de oxigênio eram reais.
Depois, há o nocaute técnico (TKO).
Sem campainha. Sem rodada final. Apenas o árbitro intervindo.
O árbitro fica atento a uma coisa: o lutador consegue se defender? Se a resposta for não, a luta acabou. Não importa se eles estão de pé ou no tatame. Isso não é boxe. Não há contagem de oito para acertar o relógio. O caos é o ponto.
Os árbitros fazem chamadas em frações de segundo em ambientes confusos. Um lutador dando socos imaginários enquanto tropeça? Isso é um nocaute técnico. Um lutador recebendo ataques sem resposta no chão? Isso é um nocaute técnico.
Você não precisa ficar inconsciente para perder. Você apenas tem que ser incapaz de revidar de forma inteligente.
O árbitro é o árbitro final da segurança, não apenas os cartões de pontuação.
Então você os faz bater ou os faz parar de revidar. De qualquer forma, a caminhada de volta ao seu canto parece a mesma.

Como os juízes do UFC realmente marcam as lutas
Então o tempo acaba. Sem finalização. Sem nocaute. Apenas dois caras parados ali, machucados e respirando pesadamente. Agora fica confuso.
Tudo se resume à decisão. Três juízes sentam-se na cabine com scorecards. Eles usam o sistema obrigatório de 10 pontos. Parece simples? Não é. O lutador que venceu o round ganha 10 pontos. O perdedor ganha nove. Geralmente.
Se um lutador comete uma falta, ou dorme, ou simplesmente fica em círculo sem fazer nada, ele cai ainda mais. Talvez um 8. Talvez um 7. Os pênaltis doem. No final da noite, as pontuações somam-se.
Se todos os três juízes concordarem com o vencedor, será uma decisão unânime. Limpar. Se dois concordarem e um discordar, você terá uma decisão dividida. É aí que começa a fúria dos fãs. E se dois juízes escolherem um vencedor enquanto o terceiro considerar o empate? Essa é uma decisão da maioria. Confuso, mas acontece.
Quando a luta não termina normalmente
Às vezes a luta não vai longe por outros motivos.
Se o seu oponente estiver muito machucado para continuar, mas não tiver sido nocauteado, você poderá vencer por decisão técnica. O árbitro interrompe. Os juízes analisam o que aconteceu até agora.
Desqualificação é outra saída. Quebrar uma regra? Perca a luta. Instantâneo.
Ou o outro cara simplesmente desiste. Uma perda. Talvez ele esteja doente. Talvez ele tenha se machucado no aquecimento. Você sai com o cinto e sem suor.
O que acontece quando ninguém ganha?
Sim, existem empates.
Um empate padrão significa que as pontuações são canceladas. O total de pontos é igual. Ou perto o suficiente para que ninguém possa reivindicar a vitória.
Um empate técnico acontece quando ambos os lutadores estão lesionados demais para continuar. O árbitro intervém. O tempo acabou. Ninguém vence.
Depois, há o sem concurso. Este é o estranho. Se ambos os caras cometerem falta, ou se um lutador se machucar com um golpe sujo, a luta será encerrada. Isso nunca aconteceu. Nenhum vencedor. Nenhum perdedor. Apenas uma lousa em branco.
Por que julgar no UFC é uma dor de cabeça
É aqui que fica complicado. O boxe é uma coisa. Greves. Trabalho de pés. É isso.
MMA é um caos.
Os juízes têm que pesar tudo. As greves pousaram. Remoções. Controle terrestre. Defesa.
Aqui está o chute: estar por baixo nem sempre é perder. Se um lutador defender perfeitamente ou lutar bem, ele pode vencer o round pelas costas. É contra-intuitivo. É também por isso que os fãs gritam com as TVs.
O presidente do UFC, Dana White, fala sem rodeios:
“Há muita controvérsia neste momento sobre julgar. Ser juiz é muito subjetivo… a principal coisa que você deve julgar, rodada por rodada, é quem causou o maior dano.”
Dano. Essa é a chave. Não quem parecia bonito. Quem machucou o outro cara.
A próxima seção se aprofunda na história confusa e controversa do UFC.

O projeto original do UFC 1
A arte promocional do primeiro evento do UFC parece inofensiva agora. Naquela época era radical.
Rorion Gracie não queria apenas começar um esporte. Ele queria provar um ponto. Como mestre de jiu-jitsu brasileiro (BJJ), ele acreditava que o método de sua família funcionava. Não por pontos. Não para mostrar. Pela violência real. Arthur Davie, um publicitário com visão para o espetáculo, viu o potencial do marketing. Juntos, eles construíram as bases para o que se tornaria uma obsessão global.
Os Gracies já haviam se destacado. O “Desafio Gracie” era seu cartão de visita. Convite aberto. Lute contra qualquer um. Qualquer estilo. Se você perdeu, você admitiu que o Jiu-Jitsu foi superior. Foi arrogante. Foi eficaz.
Davie levou esse conceito para o Semaphore Entertainment Group (SEG). O lance era simples. Um torneio. Diferentes estilos de artes marciais se enfrentam. Sem regras. Sem classes de peso. Basta descobrir qual é o melhor.
Michael Abramson, funcionário da SEG, supostamente cunhou o nome. O Ultimate Fighting Championship. Parecia definitivo. Parecia definitivo.
Como o UFC 1 realmente funcionou
Em 12 de novembro de 1993, o SEG estreou o primeiro evento. Chamamos isso de UFC 1 agora, mas naquela época era apenas o começo.
O formato era um colchete. O vencedor avança. O perdedor vai para casa. Davie ainda tinha substitutos de prontidão caso alguém fosse nocauteado muito rápido ou não conseguisse continuar. Foi caótico por design.
Os lutadores representavam todos os cantos do mundo do combate. Karatê. Kickboxing. Boxe. Luta de sumô. Sim, sumô.
Royce Gracie, irmão mais novo de Rorion, entrou nessa mistura. Ele não era o maior. Ele não era o mais chamativo. Ele era inteligente. Ele entendeu a alavancagem. Ele entendia a submissão.
Na luta final, ele enfrentou Gerard Gordeau. Gordeau era um especialista em Muay Thai. Perigoso. Habilidoso. Mas Royce o pegou com um mata-leão. A luta terminou. O torneio acabou. A mensagem foi enviada.
Por que o modelo de torneio definiu o MMA inicial
O evento funcionou. As pessoas assistiram. Eles ficaram chocados. Eles ficaram fascinados. SEG não esperou para ver se iria pegar. Eles planejaram o próximo imediatamente.
Eles mantiveram o nome. Eles mantiveram a numeração. UFC 2. UFC 3. E assim por diante. Essa numeração sequencial tornou-se o padrão durante anos. Isso deu ao esporte uma linhagem. Uma história que você pode rastrear.
Os primeiros eventos do UFC eram todos torneios. Era a única maneira de resolver o debate sobre a “melhor arte marcial”. Você não poderia simplesmente brigar. Você precisava de um vencedor que sobrevivesse a todos os outros.
A vitória de Royce provou ser algo específico. A técnica vence o poder. O jogo de chão é melhor do que o de pé. Pelo menos naqueles primeiros dias. Mudou a forma como as pessoas viam a luta. Isso mudou a forma como eles treinavam.
O Desafio Gracie foi encerrado. A resposta foi encontrada. Ou assim eles pensaram.


Como Royce Gracie e Ken Shamrock definiram o MMA inicial
Veja as fotos de Royce Gracie e Ken Shamrock. Eles parecem diferentes agora. Mas naquela época? Eles eram o projeto. O primeiro UFC não foi o produto sofisticado que você vê na ESPN esta noite. Foi um experimento caótico. Sem classes de peso. Um peso leve poderia ser jogado em uma jaula com um lutador de sumô. Foi assustador. E estranho. Os lutadores usavam o que queriam. Um competidor de jiu-jitsu usaria um kimono completo. Kickboxers usavam shorts. Parecia uma festa à fantasia antes do início da violência.
Os organizadores nem sabiam quanto tempo iriam fazer as rondas. Alguns eventos não tinham limite. Apenas lute até que alguém desista ou desmaie. Eles queriam um vencedor claro. Sem juízes. Sem cartões de pontuação. Apenas sobrevivência.
Por que o Ground Game conquistou o UFC no início
O hype “estilo versus estilo” morreu rapidamente. Por que? Porque quase todas as lutas terminavam no tatame. A maioria desses artistas marciais não tinha nenhum treinamento para combate terrestre. Royce Gracie venceu três dos quatro primeiros torneios. Ele não fez isso com chutes chamativos. Ele fez isso arrastando os oponentes para o chão e fazendo-os bater. Acabou sendo uma dura verdade: você precisa de um jogo de chão. Ou você perde.
Os lutadores tiveram que se adaptar. Rápido. Eles começaram a misturar wrestling com finalizações. A era da faixa preta unidisciplinar acabou. O UFC rapidamente percebeu que faixa preta não significava que você poderia lutar. Significava apenas que você poderia fazer kata.
Sem regras, sem árbitros, sem piedade
Regulamento? Esqueça. O UFC realizou eventos em estados sem comissões atléticas. Eles se esconderam da lei. Não havia juízes. Os árbitros não conseguiram parar a luta. Seu único trabalho era observar as submissões e fazer cumprir as poucas regras que existiam. Foi brutal. E funcionou, por um momento. Mas o UFC deu aos árbitros o poder de interromper as lutas após os primeiros eventos. A sanidade finalmente venceu.
O formato do torneio governou os primeiros dias. Exceto o UFC 9. Os lutadores tiveram que lutar, chutar e finalizar vários oponentes em uma noite. No UFC 18, isso acabou. As partidas individuais tornaram-se a norma. Os lutadores podiam respirar.
Dana White disse isso sozinho. A coisa toda foi um acidente. “Nunca, em um milhão de anos, esses caras pensaram que estavam criando um esporte.” Era para ser algo único. Pay-per-view comprou. Então eles fizeram outro. E outro.
John McCain x UFC
SEG, os promotores, entraram na polêmica. Eles venderam o UFC como brutal. “Sem restrições.” Eles queriam que você pensasse que era uma briga de galos humana. O senador John McCain concordou. Ele odiou isso. Ele pediu aos governadores que proibissem os eventos. Arenas abandonou o UFC no último minuto. As empresas de cabo recusaram-se a transportar os PPVs.
SEG resistiu à parceria com comissões atléticas. Eles queriam manter a imagem “primitiva”. O tiro saiu pela culatra. Quando adotaram as regras do Conselho de Controle Atlético de Nova Jersey, eles estavam falidos. Do UFC 23 ao UFC 29, a SEG faliu. Eles não podiam nem mesmo se dar ao luxo de divulgar os eventos em vídeo caseiro.
Zuffa compra o UFC
Em 2000, o SEG promoveu o UFC 29. Foi a última resistência. A falência se aproximava. A pressão política esmagou sua capacidade de agendar shows. Entra Frank Fertitta III e Lorenzo Fertitta. Eles formaram a Zuffa, LLC. “Zuffa” significa luta em italiano. Adaptação. Eles compraram o UFC. Dana White tornou-se presidente.
Lorenzo serviu na Comissão Atlética do Estado de Nevada. De repente, o UFC teve um descuido. Tinha credibilidade. As empresas de TV a cabo voltaram. O esporte foi salvo. Não por brutalidade. Mas por estrutura.

Como a Spike TV e a Reality TV mudaram o jogo do UFC
O cenário mudou em 2005. A Spike TV lançou a primeira temporada de The Ultimate Fighter. Não foi apenas mais uma transmissão esportiva. Foi um reality show.
Os espectadores assistiram aos aspirantes a lutar por um contrato com o UFC. Eles se dividiram em acampamentos. Treinados juntos. Lutavam entre si semanalmente. O perdedor foi para casa. O vencedor ficou.
Este foi o momento em que o UFC quebrou o domínio do pay-per-view. Pela primeira vez, as pessoas puderam assistir a uma briga por cabo básico. Não é necessário passar o cartão de crédito.
Isso educou o público. Isso desfez o mistério. Mostrou a rotina por trás da glória.
“The Ultimate Fighter” estava programado para ter pelo menos mais duas temporadas naquela época.
Provou que os combatentes não eram apenas bárbaros. Eles eram atletas com histórias. O ponto de Dana White de 2001 finalmente teve um palco para respirar.

A Era do Orgulho e os Mitos do Dream Match
Em março de 2007, os irmãos Fertitta realizaram um movimento que causou ondas de choque no mundo dos esportes de combate. Eles compraram o Pride Fighting Championship. Esse gigante japonês foi o principal rival do UFC durante anos. Os fãs passaram décadas sonhando com como seriam esses confrontos. Os pesos pesados do Pride contra a elite do UFC. Dana White disse que isso poderia finalmente acontecer. Os planos eram iniciais, claro, mas a possibilidade de definir quem era realmente o melhor em cada categoria de peso era real.
Expandindo a gaiola globalmente
O UFC foi construído em Nevada. Mas White não queria ficar ali. Ele se esforçou muito para levar as lutas a outros estados e ao exterior. A transmissão já atingiu 170 países. O objetivo era simples: colocar os corpos nos assentos. Os eventos ao vivo constroem uma base de fãs popular. Você não pode replicar essa energia através de uma tela.
“Quando você leva o evento ao vivo para algum lugar e consegue que 15.000 ou 20.000 pessoas compareçam ao evento e essas pessoas saem do evento e vão trabalhar no dia seguinte, elas conversam com seus parentes. Elas conversam com seus amigos. Começa a se espalhar… toda essa coisa de boca a boca acontece, e é fundamental para o crescimento do negócio e para torná-lo global.”
Eventos já estavam programados para Europa, Japão, Canadá e México. Tratava-se de criar buzz local que se traduzisse em receitas globais.
Como assistir e o que você está perdendo
Para os fãs que tentavam acompanhar, as opções eram limitadas, mas crescentes. Você tinha eventos pay-per-view aproximadamente uma vez por mês. Depois houve The Ultimate Fighter na Spike TV. Cartões especiais Fight Night também foram ao ar na rede. DVDs eram uma opção. Eventos ao vivo, se você puder chegar lá.
No entanto, havia um buraco gritante no arquivo. Os eventos 23 a 29 do UFC permaneceram indisponíveis para lançamento comercial. Uma estranha lacuna na história. Se você quisesse ver essas lutas, você estava sem sorte.
Perguntas comuns do UFC respondidas
Novos fãs geralmente têm as mesmas perguntas. Aqui estão as respostas diretas.
Quanto custa ir a uma luta do UFC?
O ticket médio gira em torno de US$ 208. Às vezes você pode encontrar assentos mais baratos, a partir de US$ 64, dependendo de onde será o evento e de quem está lutando.
Quem é o lutador mais rico do UFC?
Conor McGregor detém esse título. Seu patrimônio líquido estimado é de US$ 120 milhões. Ele mudou a economia do esporte.
Onde posso assistir aos eventos do UFC ao vivo?
A maioria dos eventos principais são pay-per-view. Você pode transmiti-los no site do UFC ou via ESPN+. É um modelo de assinatura agora.
O que exatamente é MMA?
Artes Marciais Mistas. Não é apenas um estilo. Combina técnicas de boxe, luta livre, judô, jiu-jitsu, caratê, muay thai e muito mais. É um esporte de combate híbrido.
Por que o MMA é ilegal?
Não é. Esse é um mito antigo. O MMA é um dos esportes que mais cresce nos EUA. O UFC ajudou a normalizá-lo. Estados como Nova Iorque suspenderam as suas proibições em 2016. O estigma desapareceu à medida que o desporto se profissionalizou.
Leituras adicionais e fontes
Se você quiser se aprofundar na mecânica dos esportes de combate ou na história do UFC, há muitos recursos disponíveis.
Os tópicos relacionados incluem como funciona o boxe, os princípios do caratê e o negócio da luta livre profissional. Compreender a mecânica muscular e as drogas que melhoram o desempenho também fornece contexto para o desempenho do atleta.
Os principais recursos para se manter informado incluem o site oficial do Ultimate Fighting Championship, a Comissão Atlética do Estado de Nevada, Sherdog e MMAFighting.com.
O contexto histórico vem de fontes como o artigo de Dennis Cauchon de 2006 no USA Today sobre multidões de lutadores amadores. No Holds Barred de Clyde Gentry oferece uma visão sobre a revolução das artes marciais. This History of the UFC de Cliff Montgomery e a entrevista de Dana White em 2007 fornecem relatos primários dos primeiros dias da organização.


























