Padrões alimentares associados a quatro anos extras de vida, conclui estudo

13

Um estudo em grande escala publicado na Science Advances descobriu que aderir a cinco padrões alimentares saudáveis estabelecidos pode prolongar a expectativa de vida em até quatro anos. Os pesquisadores analisaram dados de mais de 100.000 participantes do Biobank do Reino Unido, monitorando a ingestão alimentar e a mortalidade por mais de uma década. As descobertas demonstram uma ligação clara entre dieta e longevidade, independentemente da predisposição genética.

O desenho do estudo e as principais dietas

O estudo não procurava uma única dieta “perfeita”, mas sim avaliar cinco abordagens bem conhecidas para uma alimentação saudável: o Índice Alternativo de Alimentação Saudável, a Dieta Mediterrânica Alternativa, o Índice de Dieta Saudável à Base de Plantas, a dieta DASH (Abordagens Dietéticas para Parar a Hipertensão) e a Dieta de Redução do Risco de Diabetes. Os pesquisadores acompanharam esses adultos por uma média de 10,6 anos, monitorando a ingestão alimentar e os resultados de mortalidade. Nesse período, 4.314 participantes morreram.

A análise levou em conta fatores como idade, IMC, hábitos de fumar, atividade física e risco genético para isolar o verdadeiro impacto da dieta na expectativa de vida. Os resultados mostraram que os indivíduos com maior qualidade alimentar viveram significativamente mais tempo.

Ganhos de expectativa de vida por gênero e dieta

Os homens no grupo de melhor qualidade alimentar ganharam entre 1,9 e 3,0 anos adicionais de vida aos 45 anos. As mulheres experimentaram ganhos entre 1,5 e 2,3 anos, dependendo do padrão alimentar seguido. A maior diferença entre os grupos de menor e maior qualidade da dieta chegou a 4,3 anos. A Dieta de Redução do Risco de Diabetes mostrou a associação mais forte com a redução da mortalidade nos homens, enquanto a dieta mediterrânica foi mais protetora para as mulheres.

A principal conclusão não é qual dieta é a melhor, mas sim que todas as cinco apontam consistentemente para o aumento da longevidade.

Princípios Compartilhados de Dietas de Longevidade

Apesar das diferenças, estes cinco padrões alimentares partilham princípios nutricionais fundamentais:

  • Alimentos ricos em fibras: Legumes, frutas e grãos integrais fornecem fibras, flavonóides e antioxidantes, apoiando a função metabólica e reduzindo a inflamação.
  • Gorduras saudáveis: Nozes e gorduras insaturadas estão consistentemente associadas a uma melhor saúde cardiovascular e metabólica.
  • Açúcar limitado: As bebidas adoçadas com açúcar foram o fator dietético mais forte associado à morte precoce.
  • Alimentos com baixo índice glicêmico: O alto índice glicêmico da dieta foi associado ao aumento da mortalidade, provavelmente devido ao seu impacto no açúcar no sangue e na resistência à insulina.

O estudo descobriu que a fibra teve a associação individual mais forte com redução da mortalidade.

Aplicação Prática: Principais Mudanças para a Longevidade

A pesquisa sugere que melhorias dietéticas pequenas e consistentes podem produzir benefícios substanciais a longo prazo. Veja como aplicar essas descobertas:

  • Priorize fibras: Incorpore lentilhas, aveia, feijão, vegetais, nozes e sementes em suas refeições.
  • Abandone bebidas açucaradas: Substitua-as por água, chá sem açúcar ou café preto.
  • Escolha gorduras saudáveis: Inclua azeite, nozes, abacate e peixes gordurosos em sua dieta.
  • Atualizar carboidratos: Opte por carboidratos integrais em vez de opções refinadas.

A consistência é fundamental: a adesão a longo prazo a uma estrutura alimentar sustentável sempre superará a perfeição a curto prazo.

Concluindo, o estudo reforça a ideia de que a longevidade não se trata de dietas restritivas, mas de fazer escolhas cumulativas que apoiam a saúde metabólica, reduzem a inflamação e diminuem o risco de doenças. Mudanças pequenas e consistentes nos padrões alimentares podem levar a anos de vida adicional.