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Quanto tempo você consegue ficar acordado antes que a privação do sono o mate?

Você sente que está morrendo quando não dormiu. A névoa cerebral é real. O corpo dói. Mas será que a falta total de sono realmente mata você? A resposta é complexa. Muito pouco sono contribui para a morte precoce ao longo dos anos. Isso não para seu coração instantaneamente. Se você morrer rapidamente devido à perda de sono, geralmente é indireto. Um acidente de carro. Um erro no local de trabalho. A linha entre cansado e debilitado é tênue e perigosa.

A deficiência é real

Depois de 18 horas sem dormir sua coordenação fica prejudicada. Você está essencialmente legalmente bêbado. Estudos mostram que isso corresponde a uma concentração de álcool no sangue de 0,05%. Quando você chega às 24 horas acordado, sua deficiência equivale a uma TAS de 0,10%. Isso é o dobro do limite legal para dirigir em muitos estados dos EUA. Você está fazendo julgamentos ruins. Você está reagindo mais devagar. O risco de um acidente dispara.

Não se trata de força de vontade. É sobre biologia. Seu cérebro não consegue processar informações corretamente. Você pode estar seguro em uma rua tranquila. Você não está seguro ao volante. O risco de acidentes é o assassino imediato.

Perda crônica de sono e doenças de longo prazo

Evitar o acidente não o salva de danos a longo prazo. A privação crônica de sono é um veneno lento. Está diretamente relacionado à obesidade. Aumenta o risco de diabetes tipo 2. Isso sobrecarrega seu sistema cardiovascular. A hipertensão arterial torna-se comum. Seguem-se doenças cardíacas.

Estas não são mortes súbitas. Eles são o resultado de anos de recuperação deficiente. O corpo se repara enquanto você dorme. Sem esse ciclo de reparação, os tecidos degradam-se. A inflamação aumenta. O sistema quebra.

O recorde de 11 dias

O que acontece se você parar de dormir completamente? Não temos registro de morte humana. Não podemos testar eticamente quanto tempo uma pessoa consegue sobreviver sem dormir. O limite é desconhecido. O caso documentado mais longo é de 11 dias. Randy Gardner detinha esse recorde em 1964 para um projeto de feira de ciências. Ele ficou acordado por 264 horas.

Seu estado mental piorou. Ele lutou com a concentração. Ele teve lapsos de memória. Ele experimentou paranóia. Mesmo assim ele se recuperou. Ele dormiu cerca de 14 horas após o término do disco. Ele não teve efeitos a longo prazo. Isto sugere que os humanos têm uma linha de base resiliente. Podemos ir mais longe do que pensamos.

Até a CIA limita a privação de sono dos detidos a 11 dias.

Este limite não é arbitrário. É um limite de segurança. Além desse ponto, os danos podem tornar-se irreversíveis.

Estudos de ratos e incógnitas

A ciência depende de modelos animais para obter dados extremos. Estudos com ratos fornecem algumas pistas. Uma estimativa sugere que os ratos morrem após duas semanas de privação total de sono. Outro estudo descobriu que alguns ratos duraram 32 dias. A causa da morte não é clara. Pode ser falha do sistema imunológico. Pode ser dano cerebral. Os hormônios do estresse podem desempenhar um papel. A hipotermia é outra possibilidade. O corpo perde a capacidade de regular a temperatura.

Humanos não são ratos. Somos maiores. Temos sistemas regulatórios mais complexos. Não podemos extrapolar o cronograma exato. Sabemos apenas que o corpo se decompõe. A mente se fratura. O risco de morte aumenta acentuadamente após 11 dias.

O resultado final

O sono não é opcional. É um requisito biológico. A falta de sono mata através de acidentes. Mata através da doença. O perigo imediato é a deficiência. O perigo a longo prazo é o colapso sistémico.

Não sabemos a hora exata em que um ser humano morre devido à perda total de sono. Sabemos apenas que a sobrevivência nos últimos 11 dias não está comprovada. O corpo exige descanso. Ignorar essa demanda é uma aposta com apostas altas. Você pode acordar amanhã. Você pode não. A margem de erro é menor do que você imagina.

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